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Aterramento para ansiedade: o que é e como essa técnica pode ajudar

há 6 horas
2 min de leitura

Você já sentiu que sua mente estava acelerada, pensando em várias coisas ao mesmo tempo, enquanto seu corpo permanecia em estado de alerta?

Em momentos de ansiedade intensa, pode ser difícil se concentrar no que está acontecendo no presente. A mente pode ficar presa em preocupações, antecipações e pensamentos como: “E se alguma coisa acontecer?”, “E se eu não conseguir lidar com isso?” ou “E se eu perder o controle?”.

Nessas situações, uma técnica simples pode ajudar a recuperar a conexão com o momento presente: o aterramento, também conhecido como grounding.




O que é a técnica de aterramento?

O aterramento é uma estratégia utilizada para ajudar a pessoa a direcionar sua atenção para o aqui e agora, especialmente em momentos de ansiedade, medo, pensamentos acelerados ou sensação de perda de controle.

Em vez de permanecer completamente envolvida pelos pensamentos, a pessoa utiliza estímulos concretos — principalmente os sentidos — para perceber o ambiente ao seu redor.

Uma das formas mais conhecidas é a técnica 5-4-3-2-1:

  • 5 coisas que você consegue ver;

  • 4 coisas que consegue tocar;

  • 3 coisas que consegue ouvir;

  • 2 cheiros que consegue perceber;

  • 1 sabor que consegue sentir.

Enquanto realiza o exercício, a orientação é observar cada estímulo com atenção, sem pressa.

Por exemplo: em vez de simplesmente pensar “estou vendo uma cadeira”, você pode observar sua cor, textura, formato e posição no ambiente.



Como o aterramento ajuda na ansiedade?

A ansiedade frequentemente direciona nossa atenção para o futuro. Começamos a imaginar situações que ainda não aconteceram e tentamos antecipar possíveis problemas.

O aterramento ajuda a mudar temporariamente o foco da atenção:

daquilo que pode acontecer → para aquilo que está acontecendo agora.

Isso não significa que a técnica vá eliminar a ansiedade ou resolver a causa do problema. Seu objetivo é ajudar a pessoa a reduzir a intensidade do momento e recuperar maior contato com o presente, criando condições para responder à situação de maneira mais consciente.



Eu ensino o aterramento nas primeiras sessões de terapia

Na minha prática clínica, costumo ensinar técnicas de aterramento já nas primeiras sessões para pacientes que apresentam ansiedade, quando considero que esse recurso é adequado para aquele caso.

Acredito que é importante que o p

aciente tenha ferramentas práticas para utilizar no dia a dia, especialmente diante de momentos em que percebe que a ansiedade está aumentando.

Ao longo das sessões, trabalhamos para que a pessoa não apenas aprenda a técnica, mas também consiga reconhecer os primeiros sinais de ansiedade e escolher estratégias adequadas para lidar com eles.

Tenho observado ótimos resultados com o uso do aterramento como ferramenta de manejo da ansiedade, principalmente quando o paciente passa a praticá-lo e percebe que consegue se reconectar com o presente mesmo quando está emocionalmente ativado.

 
 
 

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